5 Coisas que você deve parar de fazer agora para ter sucesso em 2020 na área de Segurança do Trabalho

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seguranca do trabalho

Bom, o ano de 2019 ficou para trás, e bem ou mal, não se pode voltar no passado para tomarmos decisões diferentes daquelas tomadas e que nos trouxeram até aqui.

Também é importante ter em mente que, aquilo que fizemos e que nos possibilitou chegar onde estamos hoje não é aquilo que precisamos fazer para nos levar aonde desejamos estar no futuro: como bem dito pelo Coach Paulo Vieira, “O que eu ainda não fiz é pelo que eu ainda não sei, pois caso eu já soubesse, já teria feito.”.

Logo, listei 5 (cinco) coisas que você deve PARAR de fazer AGORA MESMO para ter sucesso na área de Segurança do trabalho em 2020.

Uma observação: não sou o dono da verdade, mas como gestor de um departamento de segurança e meio ambiente, observei e observo práticas que devem ser ABOLIDAS do seu dia-a-dia para que suas chances de sucesso aumentem.

Uma simples visita em suas redes sociais também fará você encontrar várias, se não todas, das situações listadas abaixo.

1-PARE de copiar os Programas de Segurança, mudando apenas os dados do contratante.

Se você trabalha em alguma empresa prestadora de serviços, indiferente do porte, provavelmente elabora vários documentos de segurança do trabalho para os diferentes clientes, como PPRA, PCMSO, PPR, PCA e etc.

E uma das coisas mais comuns que observo acontecendo é o simples “copiar, colar” dos documentos, mudando apenas os dados do tomador do serviço: Pega-se um documento já existente, altera-se o nome do tomador, e pronto.

Isto demonstra uma falta de seriedade muito grande do seu setor de segurança do trabalho, uma vez que, devido à velocidade na qual muitas vezes este processo é feito, não raro é possível encontrar nomes de outros clientes nos documentos apresentados, em alguma parte do texto.

Além disto, é possível inferir que não foi feito uma análise crítica enquanto na elaboração da documentação; talvez nem mesmo a análise de riscos foi realizada conforme deveria ter sido. Mesmo que as atividades sejam as mesmas, e que os riscos destas não mudem dado o processo, o meio ambiente do local oferece riscos distintos de outros, e estes devem ser considerados na confecção dos programas de HSE da sua empresa.

2 – PARE de se achar “Polícia”

Definitivamente, esta é umas das coisas que mais me incomoda. O profissional de segurança do trabalho muitas vezes se acha polícia:

  • Aborda os funcionários na frente dos outros;
  • Não é polido em suas palavras;
  • Dá ordens do que devem ou não ser feito, sem considerar a experiência daquele que faz a atividade;
  • Menciona normas de segurança de maneira avulsa, tentando demonstrar um entendimento próprio do requisito normativo: é o famoso “Não pode porque esta na NR XX”.
  • Negocia com o funcionário, fazendo inclusive ameaças e cometendo assédio moral.

Profissionais de SMS são vistos, na maioria das empresas, como “chatos”, “desnecessários” e como “custos”.

Isto ocorre, principalmente, devido à ignorância daqueles que não compreendem de fato, as demandas dos técnicos e engenheiros de segurança, e a importância dos mesmos para os processos.

Entretanto, a forma como os integrantes do SESMT da companhia se comportam é um dos fatores responsáveis para este incorreto entendimento.

Cabe a nós mudarmos a forma como o setor de SMS é visto nas empresas.

3 – Ao analisar uma situação de risco, PARE de dizer que a solução é o uso de EPI – Equipamento de Proteção Individual.

Tenho certeza que todos que já atuam na indústria como técnicos e engenheiros de segurança do trabalho já presenciaram alguma cena como esta:

Durante uma sessão de brainstorming para elaborar uma APR – Análise Preliminar de Risco, ao chegar às medidas de controle, o primeiro controle levantado é:

“Deve usar o EPI”.

Se você nunca viu ninguém fazendo isto, é porque talvez quem faça é você. E um conselho: PARE imediatamente com isto. Existe uma hierarquia na adoção das medidas de controle, e embora haja variações em cada literatura, o padrão é este:

  • Eliminar o risco;
  • Substituir o risco;
  • Adotar medidas de engenharia;
  • Adotar medidas administrativas;
  • Uso do EPI.

Então na próxima vez que encontrar uma situação na qual é necessária uma análise mais apropriada, não diga que a solução seja o uso do EPI, a não ser que de fato você já tenha avaliados todas as outras medidas citadas anteriormente.

4 – PARE de pedir “modelos de PPRA” nos grupos de Facebook

Junto com o item número 2 (dois), este é o pior. Se você é daqueles que vai aos grupos de Facebook para perguntar: “Quem tem um modelo de PPRA para: farmácia, posto de gasolina, madeireira, escola, etc.. (imagine aqui qualquer tipo de estabelecimento)”, tenho uma péssima noticia: se não mudar sua forma de conduzir sua carreira, você não vai prosperar, e será um profissional medíocre ou mesmo abaixo da média.

Nada é pior do que demonstrar falta de conhecimento por meio de medir modelos de documentos prontos, para que seja mudado somente o nome do cliente.

Além de antiético, imagino que o profissional que peça isto ainda esteja sendo remunerado para fazer o documento, e opta por atalhos (muitas vezes cheios de armadilhas) para entregar a demanda.

Profissionais que fazem isto pagam o preço da ignorância: Não estudam, não compram cursos ou livros, não se aperfeiçoam ao longo do tempo. Cobram R$ 100,00 para fazer um “PPRA”, e de quebra, vendem PCMSO junto, mesmo não sendo médicos do trabalho.

Pedir modelo pronto de documentos em grupos de facebook, é o ponto mais baixo que você como profissional pode chegar.

5 – PARE de dizer que o mercado de HSE é ruim, e que somente quem tem “QI” consegue entrar.

Todos os profissionais que fazem os 4(quatro) itens acima descritos, geralmente também reclamam do mercado de trabalho para profissionais de Segurança, Saúde e Meio Ambiente.

Como não estudam, não aprendem; e como não aprendem, não conseguem aproveitar as oportunidades que surgem. Dizem-se “sem sorte”, mas não lembram que “sorte” é quando a preparação encontra a oportunidade. E acredite em mim, a oportunidade sempre aparece.

Este profissional vai aos grupos de facebook reclamar que:

  • O mercado paga mal,
  • Que é ruim,
  • Quem somente quem tem “QI – Quociente de Indicação” consegue trabalhar.
  • Coloque aqui qualquer outra reclamação que você já tenha feito ou lido.

A NR 4 – SESMT obriga as empresas a terem um determinado quantitativo de profissionais de saúde e segurança nas empresas. Ou seja, a contratação destes é feita sob o peso da legislação. Além disto, o dimensionamento previsto no Quadro II da NR 4 é bem generoso.

2020 pode ser seu ano de maior sucesso na área de HSE – Health, Safety and Environmental, mas tudo depende de seus comportamentos e de sua forma de agir frente às situações adversas. Não espere ter reconhecimento se você comete algum dos itens citados neste texto.

Como bem dito pela famosa frase atribuída a Albert Einstein:

“Loucura é fazer as mesmas coisas esperando resultados diferentes”.

Feliz 2020! São os votos do DescomplicaSMS!

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