Como fazer um mapa de riscos

Como fazer um mapa de riscos

Tempo de leitura: 5 minutos

Aprenda o passo a passo detalhado!

No ultimo post, dei informações sobre o mapa de riscos: o que é e em quais legislações este se baseia, hoje, vou ensinar você como fazer um mapa de riscos passo a passo.

Conforme vimos, as orientações da portaria 25 de 29/12/1994 são apenas sugestivas, com isso, existe uma importância grande na aplicação das recomendações que serão dadas neste item, uma vez que elas objetivam enriquecer a qualidade do mapa de riscos para que a identificação dos agentes ambientais seja facilitada, com isso, todos os trabalhadores que fazem parte do estabelecimento ou setor de empresa poderiam facilmente reconhecer os fatores causadores de doenças relacionadas ao trabalho, e adotar comportamentos adequados à situação.

Ações a serem tomadas para fazer o mapa de riscos

Para que o mapa de riscos seja elaborado de forma abrangente, as seguintes ações devem ser tomadas:

  • Todas as informações reverentes às atividades do estabelecimento devem ser reunidas, de forma a facilitar a identificação dos riscos presentes em cada setor da cadeia produtiva da empresa;
  • Embora seja feita pela CIPA com auxilio do SESMT, onde houver, quando no desenvolvimento do Mapa de Riscos, todos os trabalhadores envolvidos nas atividades devem ser ouvidos, uma vez que eles podem fornecer informações que enriqueceriam a qualidade do material desenvolvido, além de se sentirem prestigiados, o que fomentaria uma maior interação dos trabalhadores com a CIPA quando situações inseguras viessem a surgir;
  • Como dito anteriormente, o mapa de risco possui avaliação qualitativa, logo, a forma na qual os riscos ambientais são dimensionados deve seguir um padrão criado pela própria CIPA, ou seja, o tamanho das esferas com as cores correspondentes aos agentes e ao grau de risco, deve se relacionar de forma proporcional. No entanto, pode-se seguir o padrão mencionado na portaria 25/92. Abaixo, encontra-se um modelo de dimensionamento que pode ser aplicado:
Como fazer um mapa de riscos
Modelo de dimensionamento do tamanho das esferas

A definição do risco como pequeno, médio ou alto, deve seguir um racional lógico, porém, não obrigatório:

  • Risco Baixo: O agente existe no ambiente, mas em uma concentração que não é provável a ocorrência de agressão à saúde dos colaboradores.
  • Risco Médio: A concentração do agente esta no limiar do aceitável, porém já causa incômodo aos trabalhadores mesmo com a utilização de EPI ou EPC.
  • Risco Alto: O agente se encontra acima do limite de tolerância estabelecido pela legislação, a utilização de EPI ou EPC não é frequente no local, existe forte desconforto quando exposto à este cenário. O tempo de permanência deve ser observado.

O Mapa de Riscos deve conter o local, o número de trabalhadores expostos ao risco e a caracterização do risco:

Ex: Sala de Máquinas – +-10 – Ruído.

Além disto, deve ser elaborado por setores:

  • Escritório,
  • Enfermaria
  • Área de mecânica, etc.

Entretanto, caso haja a possibilidade de se criar este projeto de forma a identificar todos os riscos em um único mapa, não existiria nenhum empecilho.

O horário de execução do levantamento das informações deve ser planejado de forma que todos os riscos sejam auferidos: É importante considerar que, em função dos turnos em que um estabelecimento funciona, determinados agentes podem ter sua concentração ou intensidade alterados de acordo com este período.

Ex: Uma estabelecimento funciona em 3 períodos: Manha, tarde e noite. Durante manha e tarde, o ruído produzido é maior que aquele produzido durante a noite. Neste caso, deve-se considerar o maior grau de risco, que seria o turno matutino.

O SESMT, onde houver, deve ser consultado para auxiliar na elaboração do mapa de riscos.

Exemplo Prático

Após aprendermos como um mapa de riscos deve ser feito, vamos realizar uma atividade prática. Consideraremos o seguinte cenário:

Uma oficina mecânica, onde são feitas diversas atividades e onde haja vários produtos químicos. O estabelecimento possui a seguinte estrutura:

  • Sala de espera,
  • Escritório,
  • Almoxarifado,
  • Galpão para mecânica,
  • Vestiário para os mecânicos,
  • Banheiros.

Abaixo, o croqui com a localização de cada local mencionado:

Como fazer um mapa de riscos

Seguindo as ações mencionadas nos itens anteriores, após adquirir ou elaborar o croqui dos diferentes locais do estabelecimento, devemos reunir as informações referentes às atividades que são desempenhadas na oficina mecânica, quais são os produtos utilizados, como o trabalho é feito e o respectivo risco ocupacional. É possível adaptar a tabela abaixo para diferentes cenários:


Como fazer um mapa de riscos
Exemplo de levantamento de riscos. Esta tabela não é exaustiva.

Após realizar a investigação ilustrada no quadro acima, é necessário identificar o numero de trabalhadores expostos aos diferentes cenários, assim como efetuar a classificação referente aos riscos existentes no ambiente de trabalho.

O mapa de riscos deve ser elaborado por setores, no entanto, este será demonstrado de forma única, uma vez que é válido resumir as informações contidas em local próximo da entrada da empresa, para que, ao primeiro olhar, todos os envolvidos em atividades no estabelecimento possam identificar os  riscos existentes.

Como fazer um mapa de riscos

Abaixo segue um exemplo de como o mapa de riscos poderia ser desenvolvido por setor:

Conclusão

A introdução de um mapa de riscos em um estabelecimento é extremamente importante uma vez que este pode ser considerado como a primeira barreira de proteção à qual profissionais envolvidos em atividades da empresa estão expostos.

Reconhecer os riscos e perigos existentes em cada setor de produção da companhia pode salvaguardar todos aqueles que não possuem sua percepção de risco enraizada, pois torna claro quais são os riscos ocupacionais existentes naquele local antes mesmo da entrada e consequente exposição ao cenário.

Embora não tenha seus dados levantados de forma quantitativa, a elaboração apropriada de um mapa de riscos requer a adoção de várias ressalvas, logo, requer um grande conhecimento tácito daqueles envolvidos no desenvolvimento do material.

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